quarta-feira, maio 26, 2010

Novos discos na Zona 8

Conforce "machine conspiracy" [Meanwhlie]

Disco de estreia do produtor holandês Conforce (a.k.a. Boris Bunnik) que segue a linha das seus máxis na editora Meanwhile e Modelism, um techno positivo, profundo e influenciado pelo dub.
O disco foi quase todo produzido no quarto do próprio, com excepção de 2 faixas que foram criadas na ilha de Terschelling, a ilha holandesa onde Conforce cresceu e que vem retratada na capa do disco.
Nove dos 11 temas do disco nunca foram anteriormente lançados. Os seus temas são uma espécie de casamento dos sons techno de Juan Atkins, Derrick May ou Carl Craig com o som da editora Basic Channel (que também se reflecte em editoras como Chain Reaction ou Modern Love), juntando-lhe entoações de tech house de Chicago e centro europeias.

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Rennie Foster "blood sugar" [Rebirth]

Nascido no Canadá mas a viver actualmente no Japão, Rennie lança o seu segundo disco (com pouco mais de um ano de diferença do primeiro), assim como o titulo, é doce de um lado e obscuro pelo outro.
Os ritmos são, maioritariamente, deep-house ou tech-house, salpicados por dub, com vários elementos à mistura, vozes profundas, ambientes góticos e hipnóticos. Mas existem ainda temas de hip house, progressive, jack ou dub-techno, mas mantendo sempre presente o espírito underground e de qualidade. O equilíbrio perfeito entre vários mundos, sempre com a descoberta de novos elementos e sons a cada escuta.

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Take "only moutain" [Alpha Pup Records]

Este é o novo trabalho do produtor de beats de Los Angeles, Take, que é também , consequentemente, o mais poderoso e mais bem conseguido até a data. Este é a grande afirmação de 10 anos de produção musical prolífica. Este álbum mistura dubstep, trip hop, hip hop abstracto com idm de maneira magistral, com texturas electrónicas cósmicas e breakbeats de outra dimensão. Uma viagem por sons estranhos e por sons familiares, o produtor quebra barreiras num género que está grande parte das vezes no limbo entre o muito bom e o muito mau. Sem se agarrar a um estilo definido, Take faz um longa duração com muito estilo (próprio).

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Hideo Kobayashi "a drama" [Apt. International]

A mais recente estrela japonesa da house music, Hideo Kobayashi, regressa com um longa duração essencialmente com house vocal (onde alguns temas poderiam fazer parte de uma qualquer edição da Naked Music) e temas instrumentais mais deep, por onde demonstra toda a sua versatilidade como produtor. Com as colaborações de Tomoko Miwa, Motoharu (Soil & Pimp Sessions), Lisa Shaw, Rasmus Faber e Christa, este "A Drama" torna-se a sério candidato a disco de Verão nas pistas de dança perto do mar ou para acompanhar os cocktails em final de tardes mediterrânicas.





A Guy Called Gerald "tronic jazz the berlin sessions"

A lenda está de volta. E volta a mostrar o seu amor pelas linhas de baixo ácidas, mas o som destas 13 faixas não é para partir a casa toda, é o acid e o techno de parâmetros mais suaves e ambientais ou baleáricos (não tenham medo!) e de influência jazzística.
Enquanto toda a gente anda à procura de novos sons e ritmos futuristas, Gerald Simpson demonstra que talvez o pote de ouro (essa frescura musical que tanto se anseia) esteja na música electrónica do inicio dos anos 90 do século passado, produzida por ele e seus comparsas dos 808 State, pelos Future Sound Of London ou Orbital.
Sim, se estão à espera de encontrar um novo "pacific state", vão encotra-lo na faixa "pacific samba"!

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Guido "anidea" [Punch Drunk]

Guy Middleton faz parte do trio de jovens produtores (ao lado de Joker e Gemmy) de Bristol que estão a dar ao dubstep novas paisagens melancólicas e esplendorosas que se centra essencialmente em melodias. O produto final é único, uma espécie de híbrido de baixo soulful que é diabolicamente dançável e compulsivamente difícil desligar. "Anidea" é um disco de temas espaçosos, sons ecoando em zonas distintas entre batidas, que poderia mesmo servir de base sonora a um disco de soul ou r&b futurista (ouça-se o exemplo das faixas "beautiful complication" com Aarya e "way u make me feel" com Yolanda - conhecida por trabalhar com Pinch).
Este é um disco que se vai juntar aos de
Burial, Shackleton, Kode9 e Peverelist como um dos mais importantes do dubstep, mas com a diferença de se basear essencialmente nas melodias graciosas.

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Sonar 2010

Traseiros


Depois de The Big Book of Breasts e de The Big Book of Penis
, Dian Hanson e a Taschen lançam agora The Big Butt Book.
Desta vez as estrelas são os rabos femininos e está lá gente como Bettie Page, Coco e Buffie the Body ou Adressa Soares (mais conhecida como Mulher Melancia).
O livro, assim como os seus antecessores, vem com 372 páginas escritas em italiano, espanhol e português.



Os Gémeos


Os irmãos brasucas Gustavo e Otávio Pandolfo, conhecidos como OsGemeos, figuras incontornáveis do graffiti mundial, invadiram a Colecção Berardo (no Centro Cultural de Belém, Lisboa) com alguns dos seus trabalhos. A exposição chama-se "Pra Quem Mora Lá, o Céu é Lá" e vai estar patente até 19.Setembro.



terça-feira, maio 25, 2010

Ícones [parte #019]

Ícone: (do grego eikon, "imagem") é uma imagem, fotografia, ou representação; é um sinal ou alguma coisa que serve para significar ou representar algo. Na cultura popular designa um símbolo,algo ou alguém que é reconhecido e reconhecível por ter certas qualidades superiores aos demais no sentido figurativo, usualmente associado a religião, cultura, politica ou economia.

[Eusébio]

segunda-feira, maio 17, 2010

Back To The Future 9

Em plena explosão da acid house, na loucura do Haçienda e do Mad-chester, este é, provavelmente, o tema mais representativo dessa geração que, como diria o mítico Tony Wilson, «beatificou o "beat"».



A Guy Called Gerald "voodoo ray"

sábado, maio 15, 2010

Discos Novos na Zona 8

Nick Chacona "love in the middle" [Moodmusic]

É por aqui que se junta quase na perfeição a deep house e o disco. Dez anos depois de começar a produzir, partir do seu apartamente em Brooklyn, para labels como 20:20 Vision, Internasjonal (de Prins Thomas) ou Buzzin' Fly, Nick Chacona lança agora o seu primeiro longa duração.
Ao contrário de muitos álbuns, que nada mais são que uma colecta de singles, este "Love In The Middle" vive em plena o conceito de disco de longa-duração, temas criados com o propósito de escutar em casa (ou não!) onde cada tema tem um fio condutor entre si tornando coesa a escuta. A sonoridade é umas vezes mais deep house, outras mais disco, mas nunca caindo nos clichés de qualquer um deles. Um disco homogéneo, alegre e sereno mas também com energia suficiente para a pista de dança.

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Guillaume & The Coutu Dumonts "breaking the fourth wall" [Circus Company]

A primeiras descrição que me ocorre ao escutar este disco é "house hipnótica".
Segundo reza a história este é um dos discos deste ano mais aguardados pela comunidade underground. E não foi desilusão. Com uma forte influência do afrobeat e música latina, Guillaume & The Coutu Dumonts leva mais além o conceito dos álbuns de house e techno, sendo todas as 11 faixas polvilhadas por instrumentos reais como teclados, saxofones ou guitarras e ritmos alternativos. Guillaume consegue mesmo criar ambiente alternativos e ao mesmo tempo sedutores. As colaborações ficaram a cargo de Dynamike, Dave Aju e do trio gaulês dOP.

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Catoma "out of town" [Leng / Claremont]

Figura incontornável nas salas de deep house e downtempo de Ibiza, Phil Mison (Reverso 68) produz os seus temas de cariz baleárico como Catoma.
"Out of Town" é o segundo disco de Cantoma, um disco cheio de energia positiva, muitos instrumentos tocado ao vivo (guitarras, harpas, trumpetes, vilonos, entre outros), com deep house, downtempo/balearic e algumas temas mais marcados pelo disco mais preguiçoso. A colaborações também são muitas, desde o barsileiro Marcelo Andrade (que canta e toca flauta em "gambarra"), Deepa Nair (vozes), Suad Khalifa (vozes), Alison Martin (harpa em "north shore" até a Robin Lee, dos Faze Action (violoncelo em "trees em highwood") e o apoio total de outra lenda baleárica, Danny Rampling.
A banda sonora para os finais de tarde de Verão estão garantidos.

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Ícones [parte #018]

Ícone: (do grego eikon, "imagem") é uma imagem, fotografia, ou representação; é um sinal ou alguma coisa que serve para significar ou representar algo. Na cultura popular designa um símbolo,algo ou alguém que é reconhecido e reconhecível por ter certas qualidades superiores aos demais no sentido figurativo, usualmente associado a religião, cultura, politica ou economia.


[Concorde]

sexta-feira, maio 14, 2010

Artesanato Urbano no Parque

Tap'dNY

A água das torneiras de Nova Iorque é das melhores do mundo. E sabendo disso mesmo o nova-iorquino Craig Zucker resolveu engarrafar e vender essa água, poupando o ambiente (porque não é necessário fazer imensos quilómetros para ir buscar água pura a montanhas ou glaciares, a água de Nova Iorque está ali mesmo em Nova Iorque) e ajudando monetariamente a sua cidade (todo o preço que pagar da água, automaticamente vai para empresa de saneamento da cidade).
A Tap'dNY já é considerada "o champanhe das águas" tal é a sua pureza e sabor.

tapdny.com

quinta-feira, maio 13, 2010

Lady Gaga

Ela intitula-se a nova rainha da pop, mas aqui na Zona 8 ainda não nos deixamos convencer pelas palavras desta antiga stripper.

[Podem clicar na imagem para imprimir e recortarem para ficarem com uma Lady Gaga para levar para todo o lado]

Bik.e


Esta é a bicicleta eléctrica desenvolvida pela Volkswagen para caber no compartimento do pneu suplente dos carros da marca alemã. Ainda sem data de lançamento e com uma velocidade máxima, nesta primeira versão, de 20 km/h a Bik.e pode ser carregada na tomada DC do carro ou numa tomada AC normal.

Built To Resist

Os sofás Built to Resist, da Eastpack em conjunto com a Quinze & Milan, são a adaptação dos modelos Club Sofa 01 e Primary Pouf 02, com as cores, os fechos e as características base da conhecida marca de malas.

Alkantara


De 21.Maio a 9.Junho vários locais em Lisboa e no Porto recebem as cerca de 30 performances de teatro e dança do Alkantara Festival.

sábado, maio 08, 2010

Discos Novos na Zona 8

Depois de algumas semanas sem acesso à nossa rede informática, onde ficamos sem grande parte das informações dos nossos computadores pessoais, estamos de volta à web. Estes foram os discos novos que chegaram à nossa caixa do correio nesse tempo de ausência. Post em versão short and quick.



Harley & Muscle "solid passion" {Little Angel]

Disco duplo deste duo que está a frente da editora Little Angel, composto por temas originais e remisturas feitas para outros artistas.
Este "Solid Passion" faz lembrar algumas das melhores produções deep house dos Masters At Work. Aqui, curiosamente, a cantora India - conhecida por trabalhar com os MAW - dá a voz a um dos temas do disco. Outro dos participantes é Kerri Chandler. Os italianos Flávio "Muscle" Romaniello e William "Harley" Cataldo não brincam em serviço e mostram o melhor deep house em 11 temas originais e 9 remisturas para gente como Jay-J, Justin Imperiale, Byron Stingily, Henri Josh, entre outros

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Wolf + Lamb "love someone" [Wolf + Lamb]

Sediados em Brooklyn (E.U.A.), os produtores Zev Eisenberg e Gadi Mizrah são conhecidos por Wolf + Lamb e como residentes do lounge do Marcy Hotel em Nova Iorque, "Love Someone" é o seu primeiro longa duração com 7 novas faixas, nunca antes lançadas (o disco só sai em 14.Junho), de house music em estado minimal e com linhas de baixo bastante profundas, numa espécie de revisão da house no século 21 com toda a elegância.
Para ouvidos mais exigentes e esclarecidos.

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Roska "roska" [Rinse]

Tal como há 10 anos atrás Wookie fez com o uk garage, Roska fá-lo com o uk funky: enche-o de alma e muito swing á custa de linhas de baixo futuristas e ritmos pulsantes.
Notável a forma como Roska trabalha os ritmos, notável a forma como Roska faz um álbum que cruza vários géneros sem o tornar num disco comercial e consegue agradar a fãs de uk fumky/garage, deep house ou tech house. Algumas faixas são vocalizadas por Jamie George, Anesha e Nikki.

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King Britt "intricate beauty" [Nervous]

Este pretende ser o último disco de King Britt de música de dança, daqui para a frente este senhor promete dedicar-se à música experimental e a performances de electrónica de improvisação. Para trás ficam projectos como Digable Planets, Scuba ou a criação da editora Ovum juntamente com Josh Wink.
"Intricate Beauty" leva-nos, essencialmente, numa viagem pelos sons que Britt nos habituou como DJ ao longo dos anos e ao som da editora house de Nova Iorque, Nervous.

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Lukas Greenberg "prisoner in a club" [Plastic City]

O disco anterior de Lukas Greenberg, "Prisoner With A Key" (de onde saem os originais agora remisturados), não chamou a atenção por aqui. Talvez apercebendo-se disso a Plastic City resolveu relançar o disco mas desta vez com remisturas. A escolha foi acertada, surgiram 9 novos temas certeiros ao dancefloor, alguns instrumentais, outros vocais. Greenberg consegui fazer-nos esquecer a decepção de "Prisoner With A Key" e levar-nos a dançar outra vez.

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vários artistas "Dial 2010"

Fundada em 2000 Carsten Jost and Peter M. Kersten (a.k a. Lawrence), a Dial comemora em 2010, 20 edições e 10 anos de existência.
Conhecida por editar techno mais minimalista mas ao mesmo tempo muito emocional de nomes como Pantha du Prince ou Efedemin, neste cd comemorativo em vez de juntar os seus melhores momentos da história passada, pediu a nomes como, os já citados Pantha du Prince e Efedemin, Isolée, Rndm, John Roberts ou Pigon para criarem temas exclusivos para esta celebração.


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Show-B / vários artistas "Compost Black Label Series Vol. 4"

Com cerca de 208 discos editados desde 1994, a subsidiária da Compost (chefiada pelos Jazzanova), a Compost Black Label vai editar o quarto volume de "Compost Black Label Series".
O cd é misturado pela nova estrela da casa Show-B (Mathias Shober) com 14 temas já editados pela CBL de nomes como TJ Kong & Nuno Dos Santos, Zwicker, Turntablerocker, Roland Appel, Jay Shepheard, Peter Kruder ou Rainer Trueby, mais 2 inéditos do próprio Show-B. Na edição digital para além da continuous mix dos temas, os mesmos vêem individualmente e na integra (uma boa oportunidade para quem perdeu estas edições da CBL.
Este é um disco essencial para quem gosta de house music mais deep e com influências tech, disco ou funk.

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