terça-feira, agosto 18, 2009

J. Axel: começar a receber


Depois de no passado ano ter lançado 2 singles que fizeram as delicias dos amantes de deep house e da Plastic City, o sueco Jonathan Axelsson aka J. Axel regressa com o seu segundo disco de longa duração: "Start Receiving".
A sua paixão por deep house já é longa, tendo lançado discos pela PlackTown Sound, Deep4Life, Driftwood (sob o nome Ronin)ou Statra. J. Axel já trabalhou com gente como a vocalista de Sumatra, Astrid Suryanto (que tambem entra neste disco)ou os dj's Victor Calderone, John Digweed e Neil McLellan dos The Prodigy.
Neste novo disco Astrid Suryanto canta em três temas, mas não é a única voz feminina no disco,
Zemya Hamilton, conhecida no mundo da música pricipalmente pela sua banda Zemya Hamilton and the Cozmic Energy e que lança música desde 1989 por várias editoras de topo, deixa a sua marca vocal num dos temas de "Start Receiving".
O género dominante neste disco é o deep house mas os vocais e arranjos bem combinados dos sintetizadores dão ao disco um ar romântico e melancolico. Durante a escuta do disco são notórias as pinceladas de cor e emoção que J. Axel consegue dar aos seus temas e criar universos únicos sempre prontos o ser (re) descobertos a cada escuta.
"Start Receiving" é um disco que vai directamente ao coração, corpo e alma.

> posto de escuta <



myspace.com/roninjaxel

Águas do Mundo



A água é um bem essencial à vida.
As melhores águas engarrafadas do mundo estão em finewaters.com.
Neste sitio da rede poderão ficar a conhecer as melhores águas por país, como escolher a água certa para a refeição, a temperatura ideal para servir os diferentes tipos de água, etc, etc.
Portugal está representado pelas águas norte-alentejanas da Vitalis e pela água da região de Pedras Salgadas, Água das Pedras.

terça-feira, agosto 11, 2009

Jay Tripwire e Babak Shayan

Jay Tripwire "4th density"

Fugindo um pouco à regra dos discos de tech house, Jay Tripwire traz neste seu novo disco uma lufada de ar fresco fazendo-o com produção "suave" e bem trabalhada ao género de editoras como a Drumpoet Community ou Deep Vibes.
O anterior álbum de Tripwire estava cheio de temas para as pistas de dança, neste "4th density" o apelo ao dancefloor mantém-se, só que desta vez menos directo e mais dark encandeiam-se perfeitamente no alinhamento, muito bem produzidas, com espaço suficiente para os sons evoluirem naturalmente e sem se atrapalharem. No tema de abertura, "visual spectrum", é a linha de baixo palpitante e forte que domina, "save each other" segue a mesma linha mas com vocais de Marie Tweek a acrescentarem um pouco de nostalgia ao tema (e ao disco) apesar de ter uma vibração sólida este é um tema, talvez, mais apropriado para ouvir na viagem de regresso a casa num dia de chuva. "Metropolis of Light" e "Visions", sonhadores e suficientemente negros para funcionarem na pista de dança. A parte mais atmosférica do disco surge com "next level", um tema montado numa estrutura ritmica em mudança ao longo dos seus quase 8 minutos, com sintetizadores inspirados no techno de Detroit e com vários sons orgânicos e tribais. É o saxofone que domina em "time is eternal" num ritmo tech house e dubby sem grandes novidades mas suficientemente eficaz. A mesma formula ritmica repete-se em "matter ... spirit". "Essence" tem, sem dúvida, um apelo ao dancefloor onde se destaca a linha de baixo e o piano. "Do me this way" é um tema deep house com linhas de baixo acid e para completar o ambiente a voz de Alexander East. Até ao final do disco ainda se podem ouvir mais 3 temas a completar a solidez deste disco que merece uma audição num grande sistema de som ou nuns auscultadores de boa qualidade.


> posto de escuta <






Babak Shayan "my life"

Babak Shayan é mais conhecido por ser uma das metades dos Soda Inc e pela sua editora Shayan Music o que faz dele um dos nomes mais sólidos na cena tech house alemã.
Agora, depois de vários máxis lançados em vinil e mais de 20 compilações e albúns, Babak Shayan apresenta o seu primeiro disco a solo que é consequentemente o seu trabalho mais pessoal: "My Life". Um disco de tech house por onde espreitam as raízes iranianas e orientais de Babak, que muito novo foi viver para a Alemanha embora toda a sua familia ainda viva no Iraque, não admira portatnto que surgam temas como "azdi nist" (que em português significa "sem liberdade") que se enquadra na situação politica iraniana actual.
Mais uma boa edição da alemã Plastic City.


>posto de escuta<

Russ Mills





Todo o trabalho do britânico Russ Mills está disponivel para apreciar e comprar em byroglyphics.com

domingo, agosto 09, 2009

Roy Davis Jr.: Deus, vida e música


É o regresso de um dos nomes grandes do house de Chicago que deu nomes como Frankie Knuckles, Larry Heard, Ron Hardye Lil’ Louis: Roy Davis Jr.
Depois do projecto Phuture (com DJ Pierre), Roy Davis Jr. deu-nos vários temas conhecidos como é o caso do hit "gabrielle". Agora com "God Life Music" redefine o seu som, a que chamam soul electrica, e apresenta um disco cheio de house e soul dançante. Ouça-se temas como “chicago heights” com um ritmo suave e calmo por entre arranjos de cordas e saxofone, ou as basslines profundas de "what is love" com a mensagem em jeito de spoken word de Mark (faixa que faz lembrar "the poem" de Bobby Konders juntamente com "can you feel it" de Mr. Fingers), para se perceber a versatilidade deste senhor.
Destaque, ainda, para as vocalizações de Erin Martin no house de "i have a vision" e no electro "what you gonna do", de Manny em "bad like me ", "hold you" e "electronic love" e de XL em "come on" (house com vocalizações hip hop a lembrar Capitol A ou De La Soul).
Em "God Life Music" sente-se a liberdade, e o conhecimento, de Roy Davis Jr. para misturar estilos e arriscar.
Bom retorno, Roy!


>posto de escuta<